PRÓXIMOS EVENTOS
De 5 a 15 de Fevereiro de quinta a sábado às 21h30 e domingo às 16H no Teatro Municipal de Almada.
Dia 20 e 21 de Março no Centro Cultural das Caldas da Rainha.
BURGHER KING LEAR a partir de King Lear de William Shakespeare por João Garcia Miguel
Dia 17 de Abril no Teatro Curvo Semedo, no Festival Plataformas.
Dias 24 e 25 de Abril no Centro Párraga - Murcia (Espanha).
Queremos desde já agradecer a todos aqueles que, das formas mais diversas, contribuíram para este resultado fantástico.Os prémios FAD (Foment de las Artes i del disseny) são atribuídos em colaboração directa com a Generalitat da Catalunya, Institut da Cultura y Ayuntament de Barcelona e representam, desde há 30 anos, a mais importante distinção no circuito das Artes Performativas na Catalunha (Espanha) tendo sido premiados em edições anteriores artistas como Fura dels Baus, Tricicle, Els Comediants, Carles Santos, entre outros.
A cerimónia de entrega terá lugar dia 22 de Dezembro em Barcelona, onde estarão presentes o encenador João Garcia Miguel e o actor Miguel Borges.
Prémio FAD Sebastià Gasch 2008 atribuído a João Garcia Miguel pelo espectáculo Burgher King Lear
Exmo. Senhor
João Garcia Miguel,
Encarrega-nos Sua Excelência o Ministro da Cultura, de enviar a V. Exa. a sua missiva:
O Ministro da Cultura, em seu nome pessoal e em nome do Governo, envia ao pintor e encenador Joãoo Garcia Miguel as suas mais calorosas felicitações por ocasião da atribuição do prémio FAD Sebastià Gasch 2008, distinção que honra o artista, as artes cénicas portuguesas e o País.
José António Pinto Ribeiro
Ministro da Cultura
A Velha Casa de Luiz Pacheco em Lisboa

Texto de Luiz Pacheco
Encenação: João Garcia Miguel
Espaço Cénico: Rui Viola
Intérpretes: Ana Santos, Isa Araújo, João Pedro Santos, Rosa Abreu, Sara Ribeiro
Apresentações
14 de NOVEMBRO a 20 de DEZEMBRO
de 5ª a Sábado às 21Horas
- Sessões continuas de 30 em 30 minutos -

LOCAL: Rua dos Remédios, nº 57, 1º Andar - Alfama - Perto do Museu do Fado - Metro: Santa Apolónia - LISBOA
Co-Produção: JGM / FIARApoio: Junta de Freguesia de Santo Estevão e PERVE Galeria
Estrutura financiada pela Direcção Geral das Artes e MC
JGM é um artista associado do ESPAÇO do TEMPO

http://avelhacasa.blogspot.com/
http://flickr.com/photos/28547142@N00/3033236592/
http://joaninhaavoar.blogspot.com/2008/12/velha-casa.html
Exposição na Perve Galeria em Lisboa

“Sem Título há 20 Anos”
Obras de João Garcia Miguel - de 1988 a 2008
Pintura e Instalação
João Garcia Miguel desenvolve ainda um projecto de curadoria que terá lugar em espaços não-convencionais (+info) durante o 2º Encontro de Arte Global, (PROGRAMA)
a decorrer de 1 de Novembro de 2008 a 31 de Janeiro de 2009 e disponibiliza uma reflexão sobre as artes performativas (+info).

Ver obras em exposição na Galeria PERVE (novo link)
Sobre a Exposição na Galeria PERVE (novo link)
As Criadas de Jean Genet no CCB
Encenação João Garcia MiguelTradução e adaptação do texto João Garcia Miguel a partir de Les Bonnes de Jean Genet Interpretação Anton Skrzypiciel, Miguel Borges e João Garcia Miguel Música Rui Lima e Sérgio Martins Figurinos Ana Luena Desenho de Luz e Direcção Técnica Luís Bombico Realização Vídeo Edgar Alberto Apoio ao Espaço Cénico Mantos

Residência artística O Espaço do Tempo Convento da Saudação
Co – Produção João Garcia Miguel e Fundação Centro Cultural de Belém
Estrutura Financiada Ministério da Cultura Direcção-Geral das Artes e Fundação Calouste Gulbenkian
João Garcia Miguel é um artista associado do Espaço do Tempo

Dias 13,15,18,19 e 20 de Setembro às 21h
Dia 14 às 17h
Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém
M/16

Miguel são toda uma outra
história. A matriz do espectáculo
é intra-teatral e problematiza
essencialmente questões de
linguagem e de comunicação nas
artes. Afasta-se elegantemente
das questões sociais e/ou
filosóficas convocadas pelo texto
para se instalar confortavelmente
na dimensão ritualista e
cerimonial da dramaturgia de

Genet. Trata-se com efeito de
uma actualização compreensível
até porque o tema apresentado
dificilmente criará alguma
empatia com o espectador actual;
e é tanto mais compreensível na
medida em que coloca o texto
de Genet no centro de uma
discussão em curso na prática
cénica contemporânea sobre
questões de representação do

discurso, sobre o corpo do actor,
sobre a noção de personagem, e,
aqui em especial, sobre género e
identidade. Desde logo, a escolha
por três intérpretes masculinos
(Miguel Borges: Claire; Anton
Skrzypiciel: Solange; João Garcia
Miguel: Madame) provoca um
afastamento de uma leitura em
que os referentes reais são mais
visíveis para se colocar no campo

da reflexão sobre a identidade e
o género.(…)”
Excerto de: “A senhora dança?
Do you dance?
La Madame danse?”,
In Público, 17 de Setembro de 2008.
Rui Pina Coelho
Estreia
Lisboa, Set2008
Diário de Notícias.
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Agência Lusa
Jornal Público
SIC Online
Spot Publicitário CCB
As Criadas - Estreia
ESTREIA: 13 de Setembro de 2008 às 21 horas no Pequeno Auditório do CCB, Lisboa
Press: Jornal de Notícias, 13/9/08 VISÃO, 13/9/08 CCB
Quero deixar visível, neste trabalho, a evolução do processo. Assim, porque fui realizando textos, a que por disciplina e método apelidei de sinopses, pretendo agora propor uma deslocação por essas marcas da minha hesitação, das minhas tentativas de regressar à ordem, à superfície ou à luz das coisas do mundo, depois de mergulhar no caos de uma proposta de criação. Deste modo proponho a edição destes quatro textos sinopses, agora na ordem cronológica inversa da sua produção. O questionar que acompanha o gesto criativo, está também aqui impresso e é um instrumento de reflexão adicional para o espectáculo As Criadas.
JGM
Residência artística: Espaço do Tempo, de 21 de Julho a 17 de Agosto de 2008. http://residenciadascriadas.blogspot.com/
Um projecto de João Garcia Miguel com Miguel Borges e Anton Skrypiciel a partir de as criadas de Genet.
Burgher King Lear no Festival Shakespeare, Mataró, Espanha

Mataró,
Julho de 2008
NEWSLETTER
Diari Avui
El fil prim de la tragèdia
- Jordi Jané.
Lear amb pallassos – Teresa Couto.wwwtotmataro.cat
A Velha Casa
Burgher King Lear no Festival de Teatro Clássico de Olite
IMPRENSA
Festival de Teatro Clásico de Olite,
Junho de 2008
PROGRAMA / PressReleace
wwwnavarra.es
Diário de navarra – entrevista com JGM.
wwwlaguiago.com/agenda/
Junho de 2008
PROGRAMA / PressReleace
wwwnavarra.es
Diário de navarra – entrevista com JGM.
wwwlaguiago.com/agenda/
HOY EN OLITE... JOAO GARCÍA MIGUEL AUTOR Y DIRECTOR DE "BURGHER KING LEAR"
"He hecho una hamburguesa con Shakespeare"
- El dramaturgo portugués João García Miguel cogió un día el "Rey Lear" o "King Lear", de Shakespeare, y comenzó a deconstruirlo. Le salió "Burgher King Lear", una propuesta arriesgada que llega hoy al Festival de Olite.
- "La sorpresa al llegar a Olite ha sido inmensa, esta utilización tan contemporánea de las iglesias y los castillos amplifica el sentido de la propuesta
- "Todos somos un poco payasos de nosotros mismos"
ION STEGMEIER . PAMPLONA . Domingo, 20 de julio de 2008 - 04:00 h.
Sí, es con H intercalada, Burgher King Lear, porque antes de que la cadena de hamburguesas comercializara ese trozo de carne que se come entre pan y pan, en inglés y alemán arcaico burgher significaba ciudadano. La adaptación de Rey Lear que João García Miguel (Lisboa, 1961) presenta hoy en Olite (22.30 horas, claustro de San Pedro) muestra precisamente eso, un Lear ciudadano en busca de la humanidad. La pieza se estrenó en 2006 en Lisboa.
En Olite se representa en inglés y portugués, con subtítulos en castellano.
Acaba de llegar a Olite, ¿la primera impresión?
Lo conocía sólo por Internet. Estar aquí ha sido una sorpresa muy encantadora, sobre todo para hacer King Lear en este ambiente tan medieval pero también tan teatral. Esta utilización tan contemporánea de las iglesias, de los castillos... es muy interesante y amplifica el sentido de la propuesta. La sorpresa ha sido inmensa.
En el programa del festival dicen que su obra es "teatro en estado puro para gourmets", ¿sí?
Es una definición curiosa, me agrada. Todo lo que sirva para provocar alguna reflexión sobre la vida o las artes me parece bien. Teatro en estado puro me agrada mucho, porque el teatro ayuda a entender nuestra vida. En este caso, he hecho una hamburguesa con Shakespeare, me he dado una libertad tremenda porque Shakespeare también ejerce una libertad tremenda al escribir. Lo he utilizado de la forma más libre posible, y lo he masticado, he hecho una hamburguesa para devolvérselo a la gente.
¿Y a qué sabe?
Es un sabor muy calibrado sobre el teatro contemporáneo utilizando un clásico.
¿Qué tal ha respondido el público hasta ahora?
La provocación aquí funciona como un encantamiento. Lo que pasa que hay gente que no le agrada este tipo de abordajes. En sus libros, de alguna forma, Shakespeare es contemporáneo. En este caso es un encantamiento positivo, no es una provocación como un adolescente que llama la atención, como he hecho otras veces, aquí es más profundo, hay un encantamiento que pienso que en este espacio de Olite difícilmente se va a conseguir superar con cuestiones de arquitectura. Hay algo en este claustro, en toda esta geografía, que se aproxima mucho a las imágenes arquetípicas que aporta King Lear.
¿Burgher King Lear se parece al King Lear que le inspiró?
Yo escribo las piezas inspirado en temas clásicos. Pero con ésta he parado, he quitado todo lo escrito y me he sometido completamente a Shakespeare. Cuando lo he intentado traducir al español, la traductora me dijo que no era posible, y lo hice yo mismo. El inicio de la pieza es muy próximo a Shakespeare, pero hay momentos en que hemos hecho una mezcla tan grande que creamos otro sentido, y eso ha sido interesante.
Por ejemplo enfrentando a un actor australiano y a otro portugués en escena, cada uno con su idioma.
Sí. De alguna forma el trabajo de un actor australiano, que representa la lengua inglesa, y un actor portugués que es uno de los mejores de su generación en Portugal, forman un combate escénico que me permitía hacer algunas variantes interesantes. En algún momento pueden ser difíciles de seguir, pero me permite dar otro sentido mucho más contemporáneo, más cercano. Intento trabajar mucho con el escenario, con el espacio, con la lengua, que es un sonido, y he trabajado con la lengua inglesa contra la lengua portuguesa, de una forma teatral. Tener dos actores tan diferentes en sus tradiciones me ha permitido trabajar con más audacia.
Audacia es otra de las palabras que se suele utilizar al hablar de esta obra, precisamente.
(Se ríe). Una audacia infantil. Hay una base del niño que tiene mucho por hacer, la audacia nos aproxima a la pureza de las cosas.
Usted, básicamente, deconstruye a Shakespeare y se queda con el hombre Lear que hay debajo de la corona, ¿no?
Lo que he destacado del texto de Shakespeare es la dimensión de lo humano, hay mucho de humano en este rey que un día decide que no quiere serlo más, porque es algo inhumano para él, se siente demasiado poderoso, como una máquina de triturar. Yo pienso que el rey Lear utiliza una vía que conduce a alguna pureza, intenta conquistarse a sí mismo, a su humanidad. Por eso toma la misión más imposible, que es preguntar al mundo cómo lo ven a él, cuánto le aman, una pregunta que se sabe, porque King Lear la ha hecho, que no se puede contestar, no se puede preguntar a alguien cuánto nos ama, porque la respuesta no se puede acreditar, hay que vivirlo. Eso está en Shakespeare, en King Lear.
¿Por qué viste a los actores de payasos?
Los dos actores están vestidos de clown, es una especie de pareja que he encontrado para trabajar todas las texturas, los cambios de personaje que transcurren en el escenario de una forma más rápida. Es una justificación más psicológica. Los dos actores viven una multitud de estados y situaciones que grosso modo podemos llamar personajes, pero que nos aproximan a situaciones, son representaciones de algo que es fugitivo pero que fácilmente se entiende. Todos somos un poco los payasos de nosotros mismos, por esta capacidad de mudarnos, por la mañana tenemos padres, por la tarde hijos, por la noche tenemos amantes... Es una idea de desdoblar, una síntesis que los clowns hacen con mucha facilidad y que la gente la cree con mucha más facilidad. Es un poco el gen de la locura instalado en nosotros, un poco como el Quijote que hace también hace de payaso. Eso permite que lleve a cabo algunas cosas y nosotros lo aceptemos con más convicción.
um documentário de Raquel Freire
Estreia dia 27 de Maio, às 18.30 horas, no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian.
"A sobrevivência da espécie humana pode passar por coisas tão absurdas como fazer teatro." João Garcia Miguel
7 projectos de teatro, 7 criadores que marcaram os últimos anos da cena teatral em Portugal. "Esta é a minha cara" é um retrato desses anos. Mas principalmente um retrato das diferentes perspectivas que desenharam um país, o nosso. "Esta é a minha cara" deixa-os falar e mostra um pouco do Portugal que criaram na última década.
João Garcia Miguel, Lúcia Sigalho, Mónica Calle, Miguel Moreira, Paulo Castro, Circolando e Susana Vidal são os autores que nos iluminam a tela pelo que fizeram em palco. Contraditórios, plenos, exagerados, humanos, mas principalmente criadores, dispostos a uma das mais radicais formas de sobrevivência dos tempos modernos ocidentais.
"O acto criativo é sempre revolucionário, subversivo. É um acto de amor, de amor e de fé. De fé no ser humano e fé na vida."
Mónica Calle.
mais info: Raquel Freire +
Espectáculo por João Garcia Miguel
Dias: 15, 16 e 17 de Abril, pelas 21h30
Local: Sala de Exposições do Museu da Electricidade
»»»Mais informações»»
IMPRENSA
Estreia
Lisboa, Jan2007
Cartaz do Expresso, Jan07
Diário Digital, Jan07
Cartaz do Expresso, Fev07
MADE IN EDEN - An ode to my dead friends - Estreia
Teatro da Politécnica
...tenho algumas palavras para partilhar sobre a "ODE to..." valem o que valem...assim mesmo em bruto.
Independentemente da base do espectáculo, os escritos de Aníbal L. Canibal, não me dizerem nada em particular, o facto de na maior parte do tempo não estarem à superfície, ajudou.
O ambiente inicial Abriu-me um espaço-bolha, onde as células seguintes me estimulam a desencadear ligações internas, que me direccionam e emocionam mais ou menos. É um momento essencial de construção e caminhada. São a forma e consistência da peça. Onde nos ambientamos e reconhecemos o arquivo a que vamos aceder nos próximos momentos. Aí começamos a desfrutar ou vamos embora. Não sei porque estou a escrever isto...adiante.
Pois, já sei. Os primeiros momentos foram brutais, fabulosa interpretação...aquela personagem, os seus sons, movimentos e gestualidade...a projecção do jardim...a manipulação sonora do barulho das pedras...excelente. Todos os elementos se entranhavam uns nos outros com uma organícidade superior.
Quando a s portas se abrem e se vê o jardim, existe qualquer coisa que desaparece naquela magia anterior...se calhar era propositado, o jardim ser desagradável e humanizado...não sei se a luz lá dentro não devia ser diferente...apesar do sol...e ver o autocolante de saída de emergência até me arrepiou...pormenores...
Outro arrepio é mais `frente, quando o texto toma conta da cena..., dito por inteiro, não sei bem quem eram aquele homem e aquela mulher que de repente ali apareciam... todo o imaginário que comungamos e por onde deambulamos estupefactos a flutuar, (através da interpretação do Luís, opções cenográficas, manipulação sonora e ambientes num ritmo excelente), desaparece como se uma bolha de sabão rebentasse ali nas nossas expressões boquiabertas, e o sabor do detergente nos fizesse franzir a cara...propositado? Objectivo mais que atingido.
A cena da ida repetidamente da cadeira ao armário levar calhaus, o ritmo, a movimentação, a gestualidade, a relação, o riso estridente e o culminar com a ida dela à porta e voltar e ir e voltar e ir e voltar e não ser ninguém, e não ser ninguém e não ser ninguém...é um momento muito bom.
Agradou-me a certa atura sentir que estava a ser manipulada no sentido inverso, e que aquela múmia/canibal/homem estava em transformação inversa na direcção do comum dos mortais...ao entrares no jardim, transformas-te em homem e esse é o teu pior pesadelo...mas não...existiram momentos em que perto do final o homem apareceu pela identificação a rotinas/situações/ obsessões/ Taras humanas...mas não resultaram, eram demasiado pontiagudas para a nossa bolha, demasiado banais na sua exposição algumas... se não fosse o brilhantismo da construção da personagem do Luís e a força com que nos agarra....matavam a peça...
Porque é que se sentiu que se investiu tanto na caracterização dele (que o ajudou muito na eficácia da personagem) e nada na dela? (podia não estar lá a moça, tirando a cena dos risinhos em que vai à porta repetidamente e não é ninguém...)
A ideia dos estilhaços seduz-me. As repetições das tarefas. Os vários episódios. A desconstrução em cacos do texto. O rio que corre debaixo do jardim. O cíclico da forma.
A cena dos sofás é muito má...quando andam aos gritinhos a fazer poses equilibristas...talvez se não se visse...só o som e o barulho...e a imagem das tvs...A gestualidade do Luís no final, quando “regressa” à múmia, fica mesmo no limite do ser demais os braços levantados à frente...
Foi um bom espectáculo.
Obrigada a todos os intervenientes.
Ana Santos
MADE IN EDEN - An Ode to my dead friends
http://made-in-eden.blogspot.com/
Estreia: 7 de Novembro de 2007
Teatro da Politécnica, Lisboa
em cena até 2 de Dezembro às 21h e 30m,
dias 30 de Novembro, 1 e 2 de Dezembro às 16 horas.
"Made in Eden - an ode to my dead friends"
Em cena no Teatro da Politécnica, em Lisboa, a partir de quarta-feira
in SicOnline.
(...) João Garcia Miguel afirma ser um recado para a sua geração: “Começas a ter poder, perdes essa capacidade de viver a vida intensamente”. “Made in Éden” é selvagem e cómica, às vezes grotesca, outras clarividente. Uma espécie de peça de teatro punk.
Made in Eden
de João Garcia Miguel e Miguel Moreira
com Luís Guerra e Sara de Castro,
in Cartaz.expresso.clix.pt
(...) Peça criada a partir de "Epístolas de Guerra", textos publicados no livro Estilhaços, de Adolfo Luxúria Canibal, Made in Eden - An Ode to My Dead Friends cria uma narrativa que os autores consideram "lacunar e irreal". (...)
Co-Produção: JGM ÚTERO O BANDO ESPAÇO DO TEMPO
Encenação e Dramaturgia : João Garcia Miguel
Coaching: Miguel Moreira
Texto – a partir de Estilhaços de Adolfo Luxúria Canibal
Interpretação: Luís Guerra e Sara de Castro
Cenografia: Mantos e Pedro Santos Figurinos: Miguel Moreira Música: Sérgio Martins e Rui Lima Fotografia: Miguel Nicolau Adereços: Jorge Sacadura Produção Executiva: Marta Vieira
Acolhimento: Teatro da Politécnica / Teatro Nacional D. Maria
Residência Artística: Manifestos Estilhaços - Convento da Saudação Estrutura Financiada por: Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes / Fundação Calouste Gulbenkian Apoios: Teatro da Politécnica / Teatro Nacional D.Maria II / Casa D’Os Dias da Água.
BURGHER KING LEAR - TeCA
Publicado a 20.09.2007 - Lusa/SOL
"Um Rei Lear, de Shakespeare, com o texto «esquartejado e esmagado», bilingue e com uma dúzia de personagens concentradas em dois actores é a proposta que João Garcia Miguel apresenta até domingo no Teatro Carlos Alberto, no Porto(...)"
"Inventar o humano" com Shakespeare
Por Joana Caldeira Martinho - ljcc05051@letras.up.pt
Publicado a 19.09.2007 in JornalismoPortoNet
“Burgher King Lear”, no Teatro Carlos Alberto até domingo, adapta o clássico "Rei Lear".
Encenar uma peça de Shakespeare era "um desejo antigo" para João Garcia Miguel. Ele explica: "É preciso mexer nos mortos, perder o medo, para usufruir daquilo que eles nos deixaram". O resultado, "Burgher King Lear", estreia hoje, quinta-feira, no Teatro Carlos Alberto, no Porto, e é uma adaptação bilingue (inglês, legendado, e português) de "Rei Lear" de Shakespeare. Estará em cena até domingo.
Segundo João Garcia Miguel, esta obra é um exemplo "da capacidade única e extraordinária que o teatro tem de fazer-nos viajar dentro de nós próprios através das outras pessoas". "O teatro é perigoso, extremamente invasivo", "ajuda-nos a inventar o humano através da confrontação com o que é mais negro".
O encenador levou alguns anos para ganhar a capacidade de "pegar num clássico tão potente como é o Shakespeare". "Sobreviveu 400 e tal anos e isso é algo invejável", diz.
A curiosa associação entre hambúrgueres e Shakespeare é assumida como uma "provocação" e uma desconstrução da obra original. O texto "teve um propósito no momento em que foi escrito", e, se não for adaptado aos tempos de hoje, "perdia um pouco da sua pertinência".
Do original fica a ideia principal ideia principal: "Todos nós sentimos reis no nosso próprio mundo e queremos muitas vezes abandonar esse mundo, abandonar aquilo que nós próprios somos". E Lear faz precisamente isso, sendo um personagem em que "a coragem se confunde completamente com a loucura, o que o faz perder pessoas queridas e a si próprio".
Confronto de forças
A história desenrola-se a partir do momento em que o rei Lear decide abdicar do trono e dividir o reino pelas suas três filhas, de forma proporcional ao amor pelo pai que cada uma conseguir exprimir. Uma delas, Cordélia, recusa-se a bajular o pai em troca de uma recompensa e Lear bane-a do reino, "uma decisão que acaba por ser uma tragédia tão grande que morrem 13 pessoas", conta o encenador.
João Garcia Miguel escolheu concentrar as inúmeras personagens da peça em dois actores – Anton Skrzypiciel e Miguel Borges – porque um personagem "não tem limites fixos". Além disso, nesta obra existe um confronto entre duas forças confronto entre duas forças, personificadas pelas personagens dos actores: "uma mais racional e outra eventualmente mais selvática".
Vestiu ainda os actores de palhaços, uma opção que não consegue explicar bem, mas que ajuda na transformação dos actores nos diversos personagens. Os palhaços "condensam comédia e tragédia de uma forma profunda, muito atractiva", diz. "A palavra ‘palhaço’ não remete só para a ideia do riso; existe também algo de miserável".
+info sobre o espectáculo,no TeCA (20 a 23 de Setembro de 2007)
> >introdução / ficha técnica / texto João Garcia Miguel / (ex)citações / entrevista aos criadores / excertos Harold Bloom / excertos Fintan O'Toole
BURGHER KING LEAR - Festival de Almada
Era já tarde quando abriram o espaço para deixar entrar o público. Ali, na outra margem do Tejo, a noite estava quente e pronta para apresentar mais uma peça do Festival de Almada - Burgher King Lear. É a história de um pai e das suas três filhas. É a história de um homem que é rei e que sente cansado, velho. É a história de um homem que pede às suas filhas que lhe digam qual delas o ama mais e em troca da sua confissão dar-lhes-á um terço do seu reino.Integrada no Festival de Almada, Burgher King Lear deliciou o público e O Amador esteve lá no passado dia 10 do mês corrente.
O rei pede às suas filhas que lhe digam qual delas o ama mais e “se as duas primeiras, movidas pela ambição, lhe oferecem uma definição canónica; a sua preferida não entra no jogo pois um tão cavado amor não é descritível”. A partir daí, a porta abre-se para a loucura, para a fragilidade, para a sobrevivência. Aborda-se, daí em diante, a temática do tempo e da metamorfose.
“O rei está louco! O rei não sabe para onde nos leva! Cruéis tempos se avizinham! Houve um tempo em que o rei matava todos com a sua espada! Mas agora o rei não tem força para a levantar! O rei está velho! O rei vai morrer! O rei não quer morrer! Que o rei morra depressa! O rei partiu a sua coroa ao meio e abandonou o castelo! O rei está louco! O rei não sabe para onde vai! O rei não quer ser rei! Cruéis tempos se avizinham! O rei quer morrer!”.O texto original é de Shakespeare. Contudo, João Garcia Miguel traduziu-o e adaptou-o, criando uma versão bilingue para dois actores, um australiano e um português. As falas sucedem-se continuamente em português e em inglês e as legendas ao longo da peça são uma constante, permitindo que a imaginação não se disperse tanto.Anton Skrzypiciel e Miguel Borges interpretam as personagens e, enquanto o primeiro representa o rei que vai endoidecendo, o segundo deixa que a sua versatilidade domine o público, representando inúmeras personagens - as filhas do rei, o cão, o bobo da corte, etc.
O título, esse, é puro trocadilho. Se, por um lado, e à primeira vista, o título sugere imediatamente a palavra hambúrguer, por outro, é literalmente sinónimo da palavra “cidadão” e João Garcia Miguel explica exactamente esta dualidade - “A alteração do título tem uma dupla intenção irónica e crítica, porque manipulamos e transformamos o texto de Shakespeare como se fosse um hambúrguer; em simultâneo, trabalhamos a dimensão de homem comum e cidadão que o rei apresenta, o abandono das suas responsabilidades de governação e a relação com as suas filhas”.Ali, no Palco Grande, montado propositadamente na Escola D. António da Costa, o Festival ganha todo o espiríto digno desse nome, evidenciando algumas das peças que marcam o mundo do teatro.












